A redução dos níveis de fecundidade nos últimos 50
anos foi a principal razão para a queda do ritmo de crescimento da
população, que chegou a aumentar cerca de 3,0% ao ano na década de 1950,
sendo de 1,17% na última década. A fecundidade teve influência também
na mudança da estrutura etária populacional, que se apresenta bem mais
envelhecida, em função do aumento proporcional de idosos e diminuição de
crianças. A taxa de fecundidade (número médio de filhos que teria uma
mulher ao final do seu período fértil) caiu de 6,16 em 1940 para 1,90 em
2010, portanto, abaixo do nível de reposição, que é de 2,10 filhos por
mulher. Em 2010, a região Norte foi a única que ainda tinha taxa de
fecundidade acima do nível de reposição.

O declínio da fecundidade no Brasil resultou da queda
nas taxas específicas por idade (número médio de filhos que uma mulher
teria dentro daquele grupo etário) em todas as faixas etárias entre 2000
e 2010. Porém, em 2010, essa queda foi maior nos grupos etários mais
jovens, revertendo uma tendência observada nos Censos de 1991 e 2000 de
concentração das taxas específicas de fecundidade nas idades mais jovens
dentro do período fértil, entre 15 e 24 anos.
*Fonte: IBGE.